O carcinoma espinocelular é o segundo tipo de câncer de pele mais comum. Embora costume ter boa evolução quando tratado cedo, ele merece atenção porque pode crescer mais rápido que o carcinoma basocelular e, em alguns casos, se espalhar. O cirurgião dermatológico Dr. Raphael Calhau explica os sinais e quando se preocupar.
O que é o carcinoma espinocelular
O carcinoma espinocelular (CEC), também chamado de carcinoma de células escamosas, origina-se nas células escamosas, presentes na parte mais superficial da pele. Representa cerca de 15% dos casos de câncer de pele e está fortemente ligado à exposição solar acumulada ao longo da vida.
Onde costuma aparecer
Surge principalmente em áreas muito expostas ao sol, como rosto, orelhas, lábios, couro cabeludo (em quem tem pouco cabelo), pescoço e dorso das mãos. Diferente do basocelular, também pode aparecer em mucosas, como os lábios — e o cigarro é um fator de risco adicional nessa região.

Como ele se manifesta
- uma lesão áspera e escamosa, avermelhada, que não melhora;
- uma protuberância endurecida que pode crescer;
- uma ferida aberta que não cicatriza, às vezes com crosta ou sangramento;
- uma lesão parecida com uma verruga.
Muitos casos surgem a partir de lesões pré-cancerígenas chamadas ceratoses actínicas, que merecem acompanhamento.
Quando se preocupar
O carcinoma espinocelular tem risco de disseminação (metástase) maior que o basocelular — ainda que esse risco continue baixo quando a doença é tratada no início. O alerta vale especialmente para lesões que crescem rápido, sangram, doem ou aparecem no lábio e na orelha. Nesses casos, não espere: procure um especialista.
Quem tem mais risco
- pessoas de pele clara com muita exposição solar ao longo da vida;
- trabalhadores que passam o dia ao ar livre;
- pessoas mais velhas;
- fumantes (para lesões nos lábios e na boca);
- quem tem o sistema imunológico enfraquecido ou já teve câncer de pele.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito pelo exame clínico com dermatoscopia e confirmado por biópsia. O tratamento de escolha costuma ser a cirurgia para remoção completa da lesão, com ótimos resultados nos casos iniciais. O acompanhamento posterior é importante para identificar novas lesões cedo.
Aprenda a examinar a sua pele em casa e reforce a proteção solar diária.
Notou uma ferida ou lesão que não cicatriza? Fale com o Dr. Raphael Calhau pelo WhatsApp.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
Imagens de carcinoma espinocelular: Klaus D. Peter, Wiehl (CC BY 3.0 DE) e domínio público, via Wikimedia Commons.