Entre os tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais raro — mas também o mais perigoso, por sua capacidade de se espalhar para outros órgãos. A boa notícia é que, quando identificado cedo, suas chances de cura são altas. Saber reconhecer os sinais é a melhor arma. O cirurgião dermatológico Dr. Raphael Calhau explica.
O que é o melanoma
O melanoma começa nos melanócitos, as células que produzem a melanina, o pigmento que dá cor à pele. Pode surgir em uma pinta já existente que começa a mudar, ou em uma mancha nova. Embora represente a minoria dos casos de câncer de pele, é responsável pela maior parte das mortes relacionadas a esses tumores — justamente porque, se não for tratado cedo, pode atingir outros órgãos.

A regra do ABCDE
A principal ferramenta para identificar sinais suspeitos de melanoma é a regra do ABCDE:
- A – Assimetria: uma metade da pinta é diferente da outra;
- B – Bordas: contornos irregulares, recortados ou mal definidos;
- C – Cor: várias cores na mesma lesão (tons de marrom, preto, vermelho, branco ou azulado);
- D – Diâmetro: maior que 6 mm, aproximadamente o tamanho de uma borracha de lápis;
- E – Evolução: qualquer mudança de tamanho, forma, cor ou sintomas (coceira, sangramento) ao longo do tempo.
O sinal mais importante costuma ser o E, de evolução: uma pinta que muda merece sempre avaliação, mesmo que não preencha todos os outros critérios.
O “sinal do patinho feio”
Além do ABCDE, vale observar a pinta que “foge do padrão” das outras — aquela diferente de todas as demais no seu corpo. Esse é o chamado sinal do patinho feio, e também é motivo para procurar o especialista.

Quem tem mais risco
- pessoas de pele e olhos claros, cabelos loiros ou ruivos;
- quem tem muitas pintas ou pintas atípicas;
- histórico de melanoma na família;
- queimaduras solares importantes, especialmente na infância;
- uso de câmaras de bronzeamento artificial.
Diagnóstico e tratamento
A avaliação é feita com exame clínico e dermatoscopia; diante de suspeita, realiza-se a biópsia. O tratamento principal é a cirurgia para remoção da lesão com margem de segurança. Quanto mais precoce o diagnóstico, menor a cirurgia e maiores as chances de cura — por isso a observação da pele é tão importante.
Saiba como fazer o autoexame da pele e mantenha a proteção solar em dia.
Tem uma pinta que mudou ou foge do padrão? Agende uma avaliação com o Dr. Raphael Calhau pelo WhatsApp.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
Imagens de melanoma: Hans677 (CC BY-SA 4.0) e 0x6adb015 (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons.