Carcinoma basocelular: o câncer de pele mais comum

O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum — e também um dos de melhor prognóstico quando tratado cedo. Entender como ele aparece ajuda a reconhecer o problema no início. O cirurgião dermatológico Dr. Raphael Calhau explica.

O que é o carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular (CBC) se origina nas células basais, situadas na camada mais profunda da epiderme. É o câncer de pele mais frequente, respondendo por cerca de 80% dos casos. Costuma crescer devagar e, na grande maioria das vezes, não se espalha para outros órgãos. Mesmo assim, quando não tratado, pode crescer localmente e destruir tecidos ao redor — por isso não deve ser ignorado.

Onde costuma aparecer

Como está ligado à exposição solar acumulada, o CBC surge com mais frequência em áreas que ficam expostas ao sol ao longo da vida: rosto, nariz, orelhas, pescoço e couro cabeludo. São regiões que exigem atenção especial, tanto pela frequência quanto pela importância estética e funcional.

Carcinoma basocelular nodular
Carcinoma basocelular: nódulo perolado e brilhante, comum no rosto.

Como ele se manifesta

O carcinoma basocelular pode aparecer de várias formas. Fique atento a:

  • uma elevação perolada ou translúcida, às vezes com pequenos vasos visíveis;
  • uma ferida que não cicatriza e que às vezes sangra e volta a crostar;
  • uma mancha avermelhada ou uma área brilhante que não desaparece;
  • uma lesão que coça ou sangra com facilidade ao menor trauma.

Veja exemplos na nossa página sobre os tipos de câncer de pele.

Quem tem mais risco

  • pessoas de pele clara, que se queimam com facilidade;
  • quem se expôs muito ao sol ao longo da vida, principalmente sem proteção;
  • pessoas mais velhas (o risco aumenta com a idade);
  • quem já teve câncer de pele antes.
Carcinoma basocelular superficial
Carcinoma basocelular: mancha avermelhada e descamativa.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito pelo especialista por meio do exame da pele, muitas vezes com o auxílio da dermatoscopia, e confirmado por biópsia. O tratamento mais comum é a cirurgia para retirada completa da lesão, que costuma ter excelentes resultados quando o tumor é pequeno. Existem outras opções para casos selecionados, sempre definidas conforme o tipo, o tamanho e a localização da lesão.

A importância do diagnóstico precoce

Quanto mais cedo o carcinoma basocelular é tratado, menor a cirurgia necessária e melhor o resultado — inclusive estético, já que muitas lesões ficam no rosto. Por isso, qualquer ferida que não cicatriza ou lesão nova que não desaparece merece avaliação. Conheça também a forma correta de examinar a sua pele.

Tem uma lesão que não cicatriza? Agende uma avaliação com o Dr. Raphael Calhau pelo WhatsApp.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.

Imagens de carcinoma basocelular: Klaus D. Peter, Wiehl (CC BY 3.0 DE) e domínio público, via Wikimedia Commons.

Rolar para cima