Quando o assunto é sol e câncer de pele, muita informação errada circula por aí. Algumas crenças parecem inofensivas, mas podem aumentar o risco de doenças de pele. O cirurgião dermatológico Dr. Raphael Calhau esclarece os mitos e verdades mais comuns.
“Pessoas de pele morena ou negra não têm câncer de pele.”
Mito. Peles mais claras têm risco maior, mas o câncer de pele pode atingir qualquer pessoa. Em peles negras, ele costuma ser diagnosticado mais tarde e em locais menos expostos ao sol, como as plantas dos pés e as palmas das mãos — por isso a atenção deve ser de todos.
“Só preciso de protetor solar quando vou à praia.”
Mito. A radiação ultravioleta atinge a pele no dia a dia: no trajeto para o trabalho, ao ar livre, dentro do carro e até em dias nublados. O dano é cumulativo. Por isso, a fotoproteção deve ser diária. Entenda como escolher e aplicar o protetor solar.

“Em dia nublado não preciso me proteger.”
Mito. As nuvens barram apenas parte da radiação. Boa parte dos raios UV atravessa as nuvens e chega à pele, mesmo quando o céu está encoberto.
“O bronzeado protege a pele.”
Mito. O bronzeado é, na verdade, um sinal de que a pele sofreu agressão pela radiação. Não existe bronzeado saudável, e o câmbio de cor não cria uma proteção confiável. Câmaras de bronzeamento artificial são proibidas no Brasil justamente por aumentarem o risco de câncer de pele.

“Tomar sol faz bem e produz vitamina D.”
Verdade com ressalvas. A luz solar ajuda o corpo a produzir vitamina D, mas poucos minutos já são suficientes para a maioria das pessoas. Não é preciso se expor sem proteção em horários de sol forte. Em caso de deficiência, converse com seu médico sobre a melhor forma de repor.
“Já me queimei muito quando era criança, mas agora não adianta mais me cuidar.”
Mito. Nunca é tarde. Embora as queimaduras na infância aumentem o risco, proteger a pele a partir de agora reduz novos danos e é sempre vantajoso, em qualquer idade.
“Câncer de pele sempre vira uma ferida grande e dolorida.”
Mito. Muitas vezes ele começa discreto: uma pintinha que muda, uma mancha que não sai, uma ferida pequena que não cicatriza. Conhecer a regra do ABCDE ajuda a identificar sinais precoces.
“Quando descoberto cedo, o câncer de pele costuma ter cura.”
Verdade. A maioria dos casos, principalmente os tipos não melanoma, tem altas chances de cura quando diagnosticada no início. Por isso vale a pena se proteger, observar a pele e procurar um especialista diante de qualquer sinal.
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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.