Cirurgia de câncer de pele: técnicas, cicatrização e cuidados

Na maioria dos casos de câncer de pele, a cirurgia é o tratamento principal — e, quando a doença é inicial, costuma ter excelentes resultados. Entender como funciona ajuda a reduzir a ansiedade e a tomar decisões com segurança. O cirurgião dermatológico Dr. Raphael Calhau explica.

Por que a cirurgia é tão usada

A remoção cirúrgica permite retirar o tumor por completo e, ao mesmo tempo, enviar o material para análise, confirmando que as margens estão livres de doença. Para os tumores de pele mais comuns e iniciais, é o tratamento com as maiores taxas de cura.

Equipe cirúrgica
Nos casos iniciais, a cirurgia tem altas taxas de cura.

Principais técnicas

Excisão cirúrgica

É a técnica mais comum: o cirurgião remove a lesão com uma margem de segurança de pele ao redor e fecha o local. O material é analisado no microscópio para confirmar que todo o tumor foi retirado. Costuma ser feita com anestesia local.

Cirurgia micrográfica de Mohs

Em casos selecionados — sobretudo em tumores do rosto ou com maior risco de recidiva —, pode-se indicar a cirurgia micrográfica de Mohs. Nela, o tumor é retirado em finas camadas, examinadas ao microscópio durante o próprio procedimento, até que toda a margem esteja livre de câncer. A vantagem é remover o tumor por completo preservando ao máximo a pele saudável ao redor — importante em áreas delicadas, como o rosto.

E a cicatriz?

O cuidado com o resultado estético faz parte do planejamento, especialmente em áreas visíveis como o rosto, as orelhas e o couro cabeludo. Dependendo do tamanho e do local da lesão, pode ser necessária uma reconstrução com técnicas que aproximam as bordas, retalhos ou enxertos de pele, buscando o melhor resultado possível.

Equipe em cirurgia
O planejamento cuidadoso busca o melhor resultado, inclusive estético.

Cuidados após a cirurgia

  • mantenha o curativo e a ferida conforme a orientação da equipe;
  • evite esforço físico intenso nos primeiros dias, conforme indicado;
  • proteja a cicatriz do sol — a fotoproteção ajuda a melhorar o resultado;
  • compareça ao retorno para a retirada dos pontos e a avaliação da cicatrização;
  • mantenha o acompanhamento, pois quem já teve câncer de pele tem mais chance de desenvolver novas lesões.

O diagnóstico precoce facilita tudo

Quanto menor o tumor, menor a cirurgia e melhor o resultado. Por isso, observar a pele e procurar o especialista diante de qualquer sinal continua sendo a melhor estratégia. Veja como é feito o diagnóstico do câncer de pele.

Precisa tratar uma lesão de pele? Fale com o Dr. Raphael Calhau pelo WhatsApp.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.

Rolar para cima